terça-feira, 31 de agosto de 2010

Preciso ( Ricardo Rossi )

Eu preciso erguer mais muros,
e por onde a luz passar, outro muro.
Eu preciso tirar minha pele
e vestir a couraça, preciso.
Ter amigos contados nos dedos,
e cortar alguns dedos, preciso.
Preciso ganhar mais dinheiro,
estocar em um banco.
Crer mais no cimento!
Preciso rever conceitos,
e travar sentimentos.
Preciso de menos paixão,
ter mais razão... preciso.
Preciso medir as palavras,
economizar palavras,
e também não falar.
Preciso de coisas estranhas,
trocar as entranhas,
E me enterrar... preciso.
Preciso nascer de novo!


S.Paulo 31/08/2010 19:41h

Ricardo Rossi

Salada ( Ricardo Rossi )

Cometi um deslize, escorreguei nas palavras
fui alem do que devia, e me expus ao sol,
queimei a pele, e feri alguém!
Agora vou cortar os pulsos,
e temperar a salada.


S.Paulo 31/08/2010 19:07h

Ricardo Rossi

Naquele dia ( Ricardo Rossi )

Naquele dia que você diz e não entende,
Sabe e não enxerga, pensa e não crê
e não aceita, protesta, discorda
e busca o que não pode,
e quer o que não tem,
e tem o que despreza
e preza o que não é...
naquele dia em que tudo, deveria não existir,
e o eu deveria estar fora,
e o que de fora, eu ser.
Naquele dia que não devia acontecer,
exatamente, naquele dia...


S.Paulo 31/08/2010 19:00h

Ricardo Rossi

pra que? ( Ricardo Rossi )

ctrl+C , ctrl+v
ctrl+C , ctrl+v
ctrl+C , ctrl+v
copiar, colar
copiar, colar
copiar, colar
criar, pra que?

S.Paulo 31/08/2010 14:08h

Ricardo Rossi

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Lado obscuro ( Ricardo Rossi )

Te vejo como a lua,
não no céu branca e cheia.
Te vejo como a lua,
na face obscura.
São segredos teus pensamentos.
inesperadas as atitudes
Improváveis as palavras
Incertas as lembranças
na face oposta vive,
lua cheia no céu se exibe.
Mas tua verdadeira face esta oculta.

S.Paulo 30/08/2010  19:15h

Ricardo Rossi

Esperando ( Ricardo Rossi )

Estou sempre esperando alguma coisa,
estou sempre esperando alguém,
estou sempre na ansiedade do que vem.
E nem a coisa e nem alguém, não vem!

S.Paulo 30/08/2010 18:15h

Ricardo Rossi

FENÔMENO – 26/02/10 ( Débora Vasconcelos )

Há tempos eu lhe cobrava um fenômeno
Não vinham flores, nem vinho
Não vinha chocolate; só o vazio
De um espera sem fim
Passado anos eu decidi
Parei de te cobrar
Te trai