As vezes me perco em meu próprio sentir,
E busco encontrar-me tal como me perdi,
Mas sei impossível reencontrar-me como antes
Meu coração muda em seu sentir, e meus olhos mudam em seu olhar.
Quando mais alem me encontro... não mais conheço-me.
Estranho em meu ser, sou o eu de agora,
E no depois mais estranho estarei em mim.
Assim sigo ao adiante que vem em meu caminho.
Sem saber o quanto amarei ao que no futuro me fará em EU.
O que importa... ao futuro se reserva o que hoje nos é desconhecido.
É como abrir uma cortina que nunca antes,
É como caminhar por um caminho que nunca antes,
É como aprender palavras e sentimentos que nunca antes...
Assim serei no eu que ainda não conheço... meu intimo desconhecido!
S.C.do Sul 09/08/2011 17:54h
Ricardo Rossi
Este blog serve para mim como um livro, nele divulgo as minhas poesias fotos de pinturas bem como meus pensamentos e sentimentos, a poesia para mim é como uma filha que criei com amor, que ao seu tempo foi para o mundo, sei que esta passará de mão em mão, é o destino da poesia ( cair na vida ) não me cabe rete-la. Talvez os meus sentimentos sejam comungado com outras pessoas que vejam o mundo pelos mesmos olhos que eu. Portanto dedico este blog a todas as pessoas que valorizam o amor.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Quando eu não te tinha... (FERNANDO PESSOA)
Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo...
Agora Amo a Natureza como um monge calmo a Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima...
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até a beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor — Tu não me tiraste a Natureza...
Tu mudaste a Natureza...
Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim.
Por tu existires, vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e para te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as coisas.
Não me arrependo do que fui outrora
Por que ainda o sou.
(Alberto Caeiro) ( Fernando Pessoa )
Agora Amo a Natureza como um monge calmo a Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima...
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até a beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor — Tu não me tiraste a Natureza...
Tu mudaste a Natureza...
Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim.
Por tu existires, vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e para te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as coisas.
Não me arrependo do que fui outrora
Por que ainda o sou.
(Alberto Caeiro) ( Fernando Pessoa )
sábado, 25 de junho de 2011
O medo que sinto de mim mesmo ( Ricardo Rossi )
Não gosto de não gostar das coisas,
quando não gosto de alguém a quem conheço neste instante,
é porque amarei este alguém, em um futuro que não conheço.
Ter valores pré-determinado na vida, é algo estranho.
Como saber as coisas sem se expor a elas?
Não gostar das coisas é o modo que usamos a nos proteger,
é triste gostar das coisas que não mais estão ao alcance das mãos,
assim como é triste gostar de pessoas que não estão mais ao alcance da nossa voz,
a voz se perde no vazio a frente, e lembranças tristes ou belas nos visitam a memória.
Quando não gosto das coisas é por pura covardia de minha parte!
É a defesa imediata que me permite não sentir falta do que eu gosto, ou de quem amo.
meu escudo de não gostar de nada... é o medo que sinto de mim mesmo.
São Caetano do sul 25/06/2011 20:03h
Ricardo Rossi
quando não gosto de alguém a quem conheço neste instante,
é porque amarei este alguém, em um futuro que não conheço.
Ter valores pré-determinado na vida, é algo estranho.
Como saber as coisas sem se expor a elas?
Não gostar das coisas é o modo que usamos a nos proteger,
é triste gostar das coisas que não mais estão ao alcance das mãos,
assim como é triste gostar de pessoas que não estão mais ao alcance da nossa voz,
a voz se perde no vazio a frente, e lembranças tristes ou belas nos visitam a memória.
Quando não gosto das coisas é por pura covardia de minha parte!
É a defesa imediata que me permite não sentir falta do que eu gosto, ou de quem amo.
meu escudo de não gostar de nada... é o medo que sinto de mim mesmo.
São Caetano do sul 25/06/2011 20:03h
Ricardo Rossi
sábado, 23 de abril de 2011
TIC-TAC ( RICARDO ROSSI )
O amor e a razão, tem caminhos diferentes dentro do ser que chamo EU.
As vezes noto que falta tempo para mim mesmo,
Me esqueço porque tenho ocupações maiores!
Quando ao espelho me vejo, me espanto com o reencontro inesperado
do Eu comigo.
As vezes fico oco sem razão intima que moveria meu olhar para a vida.
E a vida passa por mim sem se importar com o vazio que me permito,
O tic-tac do relógio não para, o pulsar do coração não para, nem o sol para o seu caminho.
O tempo passa... o que perdemos ficou preso na historia do passado,
Não há motivo para chorarmos o passado, tornou-se apenas historia,
Historia que contamos a nós mesmos nas madrugadas insone.
Rever o passado é assistir ao um filme mudo em preto e branco,
Não mudam as cenas... transcorrem como sempre foram.
Esqueci de fazer esperanças ao futuro... aguardo apenas o TIC ou o TAC do próximo instante!
Ricardo Rossi S.C. do Sul 23 abril 2011 11:59h
As vezes noto que falta tempo para mim mesmo,
Me esqueço porque tenho ocupações maiores!
Quando ao espelho me vejo, me espanto com o reencontro inesperado
do Eu comigo.
As vezes fico oco sem razão intima que moveria meu olhar para a vida.
E a vida passa por mim sem se importar com o vazio que me permito,
O tic-tac do relógio não para, o pulsar do coração não para, nem o sol para o seu caminho.
O tempo passa... o que perdemos ficou preso na historia do passado,
Não há motivo para chorarmos o passado, tornou-se apenas historia,
Historia que contamos a nós mesmos nas madrugadas insone.
Rever o passado é assistir ao um filme mudo em preto e branco,
Não mudam as cenas... transcorrem como sempre foram.
Esqueci de fazer esperanças ao futuro... aguardo apenas o TIC ou o TAC do próximo instante!
Ricardo Rossi S.C. do Sul 23 abril 2011 11:59h
quarta-feira, 13 de abril de 2011
O TANGO E A VIDA
Por Una Cabeza
( Alfredo Le Pera)
Por una cabeza
de un noble potrillo
que justo en la raya
afloja al llegar,
y que al regresar
parece decir:
No olvidéis, hermano,
vos sabés, no hay que jugar.
Por una cabeza,
metejón de un día
de aquella coqueta
y risueña mujer,
que al jurar sonriendo
el amor que está mintiendo,
quema en una hoguera
todo mi querer.
Por una cabeza,
todas las locuras.
Su boca que besa,
borra la tristeza,
calma la amargura.
Por una cabeza,
si ella me olvida
qué importa perderme
mil veces la vida,
para qué vivir.
Cuántos desengaños,
por una cabeza.
Yo jugué mil veces,
no vuelvo a insistir.
Pero si un mirar
me hiere al pasar,
sus labios de fuego
otra vez quiero besar.
Basta de carreras,
se acabó la timba.
¡Un final reñido
ya no vuelvo a ver!
Pero si algún pingo
llega a ser fija el domingo.
Por Uma Cabeça
Por uma cabeça
De um nobre potro
Que justo na raia
Afrouxa ao chegar,
E que ao regressar
Parece dizer:
Não esqueças, irmão,
Você sabe, não há que jogar.
Por uma cabeça,
Paquera de um dia
Daquela fútil
E falsa mulher
Que, ao jurar sorrindo,
O amor que está mentindo
Queime em uma fogueira
Todo o meu querer.
Por uma cabeça,
Todas as loucuras.
Sua boca que beija,
Apaga a tristeza,
Acalma a amargura.
Por uma cabeça,
Se ela me esquece,
Que me importa perder
Mil vezes a vida,
Para que viver?
Quantos desenganos,
Por uma cabeça.
Eu joguei mil vezes,
Não volto a insistir.
Mas se um olhar
Me atinge ao passar,
Seus lábios de fogo
Outra vez quero beijar.
Chega de corridas,
acabou o tesão.
Um final renhido
Já não volto a ver!
Mas se algum matungo
É barbada para o domingo
Jogo tudo que tenho.
Que vou fazer...!
www.youtube.com/watch?v=SJ1aTPM-dyE&feature=related
( Alfredo Le Pera)
Por una cabeza
de un noble potrillo
que justo en la raya
afloja al llegar,
y que al regresar
parece decir:
No olvidéis, hermano,
vos sabés, no hay que jugar.
Por una cabeza,
metejón de un día
de aquella coqueta
y risueña mujer,
que al jurar sonriendo
el amor que está mintiendo,
quema en una hoguera
todo mi querer.
Por una cabeza,
todas las locuras.
Su boca que besa,
borra la tristeza,
calma la amargura.
Por una cabeza,
si ella me olvida
qué importa perderme
mil veces la vida,
para qué vivir.
Cuántos desengaños,
por una cabeza.
Yo jugué mil veces,
no vuelvo a insistir.
Pero si un mirar
me hiere al pasar,
sus labios de fuego
otra vez quiero besar.
Basta de carreras,
se acabó la timba.
¡Un final reñido
ya no vuelvo a ver!
Pero si algún pingo
llega a ser fija el domingo.
Por Uma Cabeça
Por uma cabeça
De um nobre potro
Que justo na raia
Afrouxa ao chegar,
E que ao regressar
Parece dizer:
Não esqueças, irmão,
Você sabe, não há que jogar.
Por uma cabeça,
Paquera de um dia
Daquela fútil
E falsa mulher
Que, ao jurar sorrindo,
O amor que está mentindo
Queime em uma fogueira
Todo o meu querer.
Por uma cabeça,
Todas as loucuras.
Sua boca que beija,
Apaga a tristeza,
Acalma a amargura.
Por uma cabeça,
Se ela me esquece,
Que me importa perder
Mil vezes a vida,
Para que viver?
Quantos desenganos,
Por uma cabeça.
Eu joguei mil vezes,
Não volto a insistir.
Mas se um olhar
Me atinge ao passar,
Seus lábios de fogo
Outra vez quero beijar.
Chega de corridas,
acabou o tesão.
Um final renhido
Já não volto a ver!
Mas se algum matungo
É barbada para o domingo
Jogo tudo que tenho.
Que vou fazer...!
www.youtube.com/watch?v=SJ1aTPM-dyE&feature=related
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
UM DIA PARAMOS DE CORRER ( RICARDO ROSSI )
UM DIA PARAMOS DE CORRER.
AÍ NOTAMOS QUE CORRER NÃO NOS FAZ CHEGAR PRIMEIRO,
NOTAMOS QUE CORRER NOS CANSA, E QUE NÃO CHEGAMOS ANTES,
TUDO TEM SEU TEMPO CERTO.
CORRER NÃO ECONOMIZA TEMPO, NEM O PERDE,
APENAS NOS CANSA, E NÃO NOS PERMITE VER OS DETALHES DAS COISAS,
PASSAMOS TÃO RÁPIDO PELAS COISAS QUE NÃO AS VEMOS.
UM DIA PARAMOS DE CORRER E APRENDEMOS A VER AS COISAS,
APRENDEMOS DEVAGAR A CONHECER NOSSOS SENTIMENTOS,
E BEM DEVAGAR APRENDEMOS A CONHECER E RESPEITAR OS SENTIMENTOS DOS OUTROS.
QUANDO APRENDEMOS A NÃO CORRER, NÃO CHEGAMOS ANTES AO NOSSO DESTINO,
MAS CHEGAMOS AO NOSSO DESTINO COM MAIS CONHECIMENTO, CONHECENDO NOSSO CAMINHO.
SEM CORRER PODEMOS VER QUE O TEMPO PASSA EM IGUAL PROPORÇÃO, POREM PODEMOS SENTIR A REAL DIMENSÃO DO TEMPO.
PODEMOS BEM DEVAGAR DEGUSTAR OS SEGUNDOS AS HORAS DIAS SEMANAS... A VIDA!
E BEM DEVAGAR TERMOS CONSCIÊNCIA DE QUE A VIDA É APENAS UM TEMPO, E QUE SERMOS FELIZES OU INFELIZES DEPENDERÁ DO QUE FIZEMOS COM O NOSSO TEMPO.
APRENDI A NÃO CORRER, APRENDI A BEM DEVAGAR VER O QUE ME CERCA VER O CÉU O MAR AS MONTANHAS E A HUMANIDADE, CONHECENDO O QUE HÁ DE BELO E O QUE NÃO HÁ DE BELO EM TUDO O QUE ME CERCA.
NOSSAS VIDAS É UM PUNHADO DE TEMPO QUE GANHAMOS AO NASCERMOS, E ESTE PUNHADO DE TEMPO VAI SE SUBTRAINDO SEGUNDO A SEGUNDO. O QUE FIZERMOS COM ESTE PUNHADO DE TEMPO QUE NOS PERTENCE, É O QUE FARÁ DE NOSSAS VIDAS ALGO DE VERDADEIRA VALIDADE OU DESPERDÍCIO DO TEMPO.
VIVER COM PLENITUDE É A ATITUDE DE GASTARMOS NOSSO PUNHADO DE TEMPO EM REALIZAÇÕES QUE NOS FAÇAM MELHOR AOS NOSSOS PRÓPRIOS OLHOS.
ENTÃO COM CALMA E BEM DEVAGAR GASTAREI O QUE ME RESTA DO PUNHADO DE TEMPO QUE TENHO.
VENDO AS COISAS BEM DEVAGAR TENTANDO ENTENDER O QUE EXISTE NAS COISAS... A SUA ESSÊNCIA, VIVENDO DO MEU PUNHADO, COM CALMA... BEM DEVAGARZINHO, DEGUSTANDO O MEU PUNHADO DE TEMPO, BEM VAGAROSAMENTE!
S. CAETANO DO SUL 25/02/2011
RICARDO ROSSI
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Como quem nasceu agora! ( RICARDO ROSSI )
Deixa me que durma sem sonhos...
Nem suspiros de uma noite em anseios,
despido da minha própria pele desejo estar.
Deixa me que durma...
Sem pecados de antes,
sem remorsos de agora,
nem desejos de depois.
Deixa me que durma...
Sem apegos do tempo,
nem esperanças de amanhãs.
Deixa me que durma!!
Não acorde me... deixa me que durma!!
Como se puro fosse meu coração,
Como se justa fosse minha alma,
Como se límpida fosse a fonte de minha vida.
Deixa me que durma sem amores,
Sem desejos guardados...
nem dores, sem os medos que aprendi a ter.
Deixa me que durma , como quem nasceu agora!
São Caetano 31/01/2011 21:36h
Ricardo Rossi
Nem suspiros de uma noite em anseios,
despido da minha própria pele desejo estar.
Deixa me que durma...
Sem pecados de antes,
sem remorsos de agora,
nem desejos de depois.
Deixa me que durma...
Sem apegos do tempo,
nem esperanças de amanhãs.
Deixa me que durma!!
Não acorde me... deixa me que durma!!
Como se puro fosse meu coração,
Como se justa fosse minha alma,
Como se límpida fosse a fonte de minha vida.
Deixa me que durma sem amores,
Sem desejos guardados...
nem dores, sem os medos que aprendi a ter.
Deixa me que durma , como quem nasceu agora!
São Caetano 31/01/2011 21:36h
Ricardo Rossi
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