sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A prima-vera não se faz sem flores ( Ricardo Rossi )

A prima-vera não se faz sem flores,
e se o outono fosse florido, não existiria a prima-vera!
Cada estação tem seu sentido,
no inverno ao verão se deseja,
no verão se sonha com o frio.
E cada coisa é correta ao seu tempo!
Somente meu sentido é desconexo...
Sou ainda o esboço no rabisco,
não tenho os seguros traços finais.
Sigo a vida em meus caminhos,
me vejo adiante e me vejo no passado,
que fica me aguardando, em uma esquina desta vida.
Nunca esqueço nada,
tudo em minha memória é ciranda a bailar.
E não sei a que estação estou presente,
não vi a prima-vera nem as folhas outonais.
Mas se de mim estou perdido,
ainda sei que cada coisa tem seu tempo,
se virá nas flores da prima-vera,
ou no outono hà de chegar.

S.C.Sul 03/09/2010 10:30h

Ricardo Rossi

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Que me importa o meu nome ( Ricardo Rossi )

Que me importa o meu nome
Meu nome de mim nada me diz
E o mundo não se comove
Com que em mim se faz triste ou feliz
Uma mulher passou a minha frente
E não me deu seu olhar
A humanidade passou ao meu lado
E não pode me notar
A arvore não se mexeu do seu lugar
No outono suas folhas desprendeu
E de mim nada quis
Não importo ao o outono
Na prima-vera botaram flores
E não era mais triste que foi o outono
Se chover amanha serei como estou agora
Se chover amanha nada muda em meu olhar
O sol ao ceu percorre com chuva ou sem ela, nada importa...
a arvore não se mexeu do seu lugar
Mas ela foi o outono e fez a prima-vera.


S.C.Sul 02/09/2010 14:00h

Ricardo Rossi

Anjos ( Ricardo Rossi )

A pêra como areia na boca Derretia.
O olhar perseguia sem nunca a mão tocar,
Mas teu ser sentia algo a revelar.
Pelo mundo andarias sempre a recordar,

A poesia que um dia, no papel viu brotar.
Teu nome chamaria no vazio a esperar.
E assim seguiria sempre no silencio a buscar,
a mulher que um dia, com desejo quis amar.

mas o tempo afastaria e a vida seguiria,
em caminhos paralelos sem nunca encontrar,
as mãos que um dia se quiseram entrelaçar.
assim seguiriam pelos caminhos que o destino pode dar.


S.C.Sul 02/09/2010 10:25h
( completado 03/09/2010 09:50h )

Ricardo Rossi

Preciso amar ( Ricardo Rossi )

A hora passa e meu coração esta vazio.
Preciso amar!
O dia passa e não vivi,
a vida passa e não me vê.
Estou sozinho...
E a solidão me desespera.
Menino perdido da mão materna!
Estou só , e o mundo não se atenta
ao que estou sofrendo.
Estou só , e nada sinto neste peito desertificado.
Estou só e ando errado,
por caminhos nunca vistos... tenho medo!
Estou sozinho, fique comigo te rogo,
não me digas nada, fica no silencio,
me olhe sem palavras,
me de a mão e me de um beijo.
Estou só e tenho medo!
Me guarda ao teu lado!!!


S.C.Sul 02/09/2010 09:30H

Ricardo Rossi

Que o céu me acude ( Ricardo Rossi )

Quem em mim se faz presente?
se eu não o conheço!
Quem de mim me guia?
E não sei a que lado iria!
Quem em gritos rompeu na noite?
E não me deixou sonhar!
Quem em mim veio do passado a me cobrar?
E eu não tinha paga a lhe dar!
Quem em mim me protege e me guarda?
Só espero que o céu me acude!


S.C.Sul 02/09/2010 03:45h

Ricardo Rossi

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Opções ( Ricardo Rossi )

Sejas na vida
aquilo que tu queres,
a quem quer castelo erguido,
as pedras lhe esperam!

Aos que no amor se encontram,
as flores lhe enternece,
e poesia é seus dias
e vazio é seu viver!

Aos que santo se desejam,
em manto negro se vestem,
em orações padecem,
na clausura se protegem!

A quem se dedica a cria,
de si se esquece,
se entrega sem troca,
e se contenta em nada ser!

A quem do corpo quer orgia,
ser vaca é o que deves,
o pasto lhe esta aberto,
e sem pudor se delícia!

A quem juiz se faz na sentença,
também serás julgado,
e pelo certo e pelo errado,
pagaras os teus pecados!


S.C.Sul. 01/09/2010 12:03h

Ricardo Rossi

Maior me faço ( Ricardo Rossi )

Faça-me menor nas coisas que faço
que menor será meu cansaço,
no menor de mim... maior me faço!
Não há tempo nem espaço que limite!

Por onde meu olhar permeia
não permitirei os entraves da vida,
cessar o que me incendeia,
Nem me prenderei nos tramos de suas teias.

Como um pássaro que trina,
ao sol que lhe aquece
na luz que ilumina,

sigo espalhando meu canto
Com a alma simples e pura,
a terra ainda, não me cobriu seu manto!


S.C.Sul 01/09/2010 10:31h

Ricardo Rossi